Livro

Mandriões no Vale Fértil

Mandriões no Vale Fértil

  • tradução Júlio Henriques
  • páginas 220
  • ano 1999
  • preço 15,00 €

«Se o mundo se transformou numa coisa mal-humorada, isso deve-se sem dúvida ao facto de agora ser preciso muito dinheiro para viver. A vida é muito simples mas tudo conspira para a tornar complicada. É quando nos vemos livres da ambição do dinheiro, do orgulho ou do poder que a vida se revela formidável.» A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro. Galal, o filho mais velho, é considerado o mais sábio de todos porque passa a vida na cama desde há sete anos e só se levanta para ir à mesa. Rafik, o do meio, renuncia a casar-se com a mulher que ama, temendo que ela perturbe para sempre a doce sonolência que reina lá em casa. Como terá Serag o mais novo a loucura de ir trabalhar para a cidade? Porque a verdade é esta: o trabalho só pode engendrar desordem e desgraça. Cossery considera-se um escritor egípcio de língua francesa. Em 1990, aos setenta e sete anos, a Academia Francesa atribuiu-lhe, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio da Francofonia - apesar de, em quase sessenta anos de «carreira» literária, apenas ter escrito oito livros: sete romances e uma colectânea de novelas. Porque fiel à sua filosofia da indolência e do desprendimento, a rejeição do trabalho foi sempre para ele a grande luz.

Autores

Nota sobre a Supressão Geral dos Partidos Políticos
Reflexões sobre as Causas da Liberdade e da Opressão Social
Manuscrito Corvo
Requiem por Um Sonho
Uma Faca nos Dentes
Kitsch